sábado, 23 de maio de 2009

Eco-Camping

Vai abrir este Verão, em Junho, pela primeira vez em Portugal, um Eco-Camping Resort - o Zmar. Este parque de campismo está inserido na categoria crescente do ecoturismo praticado em zonas protegidos por turistas conscientes e respeitosos pelo ambiente e que procuraram o contacto com a Natureza.
Este parque, com 81 hectares, localiza-se no Parque Natural do Sudoeste Alentejano especificamente na Zambujeira do Mar e estará aberto durante todo o ano.
Irá disponibilizar diversas opções de alojamento, além dos dedicados ao campismo e caravanismo, como challets, villas e hotel móvel todas com a classificação de 5 estrelas e equipados com kitchenette, duche, casa-de-banho, TV HD satélite e Internet. Terá ainda diversas infra-estruturas de lazer como centro de bem-estar com piscina sauna, banho turco, jacuzzi, massagens e gabinete de estética, parque aquático com piscina de ondas coberta, piscina exterior com 100 metros, piscina, parque de diversões, casa Kidz e quinta pedagógica para crianças, sala de convívio, uma ampla zona para circulação pedestre ou de bicicletas, centro médico e zona de restauração onde estarão simultaneamente integrados cozinhas, restaurantes e mercado.
Falta ainda lembrar que o Zmar é totalmente adequado a pessoas de mobilidade reduzida.
Relativamente às questões ambientais, pode-se começar por referir que o Zmar foi um projecto que foi adaptado ao terreno, ao invés do habitual - o terreno adaptado ao projecto. Assim os edifícios foram cuidadosamente relocalizados de modo a alterar o mínimo possível a topografia, reduzindo já uma série de impactos ambientais.
Os edifícios seguem uma linha semelhante à arquitectura alentejana que privilegia a dimensão horizontal em vez de vertical. A sua orientação quanto à luz solar e sombra minimiza a utilização do ar condicionado. Todos estão equipados com painéis solares térmicos e construídos em madeira para maximizar o conforto térmico e acústico e a poupança energética. Os materiais são 100% reciclados tanto o plástico usado no mobiliário exterior e na sinaléctica quer a madeira de construcção. Esta deriva de madeira natural, laminados ou lamelados de madeira. As estacas de madeira, sobre as quais as casas estão construídas para evitar a impermeabilização do solo, vêm de florestas certificadas.
O lixo será tratado no sistema de separação em orgânico e inorgânico e a água numa ETA e numa ETAR, sendo o produto final utilizado por completo para rega.
A melhor altura para ir é na Época Alta (diferente de Muito Alta) que inclui os meses de Junho e Setembro, pagando 20€ por um fim-de-semana para 4 pessoas. É uma boa oportunidade para se divertirem sem causar grandes danos ambientais!
Para mais informações vão a: Zmar

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Condomínio da Terra

O Condomínio da Terra (ou Earth Condominium) é um projecto desenvolvido globalmente que visa unir todas as noções numa vizinhança a uma escala mundial. Os seus argumentos recaiem na influência de cada povo sobre a Terra - o planeta de todos - que pode prejudicar ou beneficiar os outros. Assim, é necessário que os países cooperem pelo bom funcionamento da Terra e da Humanidade. Entre outros projectos (como de desenvolvimento económico e humano e solidariedade humanitária) contam-se vários relativos ao desenvolvimento sustentável que se apoia nas energias renováveis, na reciclagem, em qualquer outra forma de aproveitamento da energia e dos resíduos e na manutenção da biodiversidade. Vai-se realizar uma conferência exactamente em Gaia em Julho de 2009 para discutir o assunto!
Este vídeo explica muito bem o tema.
Para mais informações vão a: Condomínio da Terra (leiam bem e assinem a Declaração de Gaia!)

sábado, 14 de março de 2009

Marés Negras

Todos vocês já devem ter ouvido falar das marés negras e dos seus efeitos catastróficos nos ecossistemas quer marinhos quer terrestres. As marés negras, ou derrames de petróleo, definem-se por uma enorme mancha de crude que cobre determinada área aquática. O primeiro grande derrame foi em 1967 perto da Cornualha originado pelo naufrágio do petroleiro Torrey Canyon que perdeu 60 mil toneladas de crude que se espalharam ao longo de cem milhas. Desde então vários ocorreram afectando drasticamente a vida selvagem. Uma notícia actual recente relata um derrame ao largo da costa australiana em Queensland que retrata bem o problema: "Na quarta-feira, o cargueiro de 185 metros de comprimento que se encontrava ao largo da capital do estado de Queensland, Brisbane, foi apanhado no meio do ciclone tropical Hamish e deixou cair ao mar 31 contentores com um total de 620 toneladas de nitrato de amónio que transportava no seu convés. Um dos contentores causou um rombo no casco do navio, responsável por uma maré negra que tingiu de negro 60 quilómetros de costa. Os contentores ainda não foram detectados. Ontem, centenas de pessoas estavam envolvidas nas operações de limpeza das ilhas de Moreton – santuário marinho que alberga várias espécies de aves, tartarugas, golfinhos e pelicanos - e de Bribie, bem como da linha costeira conhecida por Sunshine Coast, no estado de Queensland."

Como se vê as causas são sobretudo naufrágios de petroleiros e acidentes em navios devido a factores naturais tal como uma tempestade ou à falta de fiabilidade da construcção. Também podem no entanto apontar para lavagens de tanques ou descargas por refinarias e outras indústrias. As consequências vão desde a poluição e contaminação das águas e do solo até aos impactos na biodiversidade. Ainda no mar, o crude espalha-se por certa área e alguns dias depois, começa a baixar até ao fundo do mar. Isto faz com que muitos animais como peixes fiquem presos e que as algas e o plâncton deixem de realizar a fotossíntese. Outro grave problema é a frequente morte de muitas aves marinhas que cobertas com petróleo não conseguem escapar ou por não serem capazes de voar com as asas coladas ou por estarem realmente presas. Podem ocorrer também outras consequências derivadas destes acidentes como é este caso em que os contentores de nitrato de amónio provocarão uma explosão tal no número de algas que asfixiarão todas as outras espécies. A velocidade da propagação do crude depende do tipo do óleo, do estado do mar, das condições climáticas e da temperatura. Formas de combater estes verdadeiros atentados à Natureza passam sobretudo pela prevenção alertando as indústrias ligadas ao sector, legislando a favor de medidas de segurança nos navios e preparando brigadas para a limpeza rápida do mar aquando de um derrame. Não existem soluções imediatas para a limpeza das águas. Outrora utilizava-se sprays com dispersantes mas que se provou virem a ser mais tóxicos que o petróleo e destruidores das culturas das bactérias especializadas na sua degradação. Assim preferiu-se deixar as bactérias realizar o seu trabalho, remover fisicamente o petróleo ou esperar que (visto que os elementos do petróleo são muito voláteis) desapareça. Deve-se ainda resgatar as aves marinhas e proceder à sua descontaminação.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Cães acorrentados

Um cão acorrentado não corre, não salta, não brinca, não conhece o mundo, não faz amigos. É um crime acorrentar um cão, é não o deixar viver. É preferível um cão vagabundear pelas ruas que viver a sua vida inteira num raio de 2 metros. Um dono que mantenha o seu cão acorrentado não lhe tem qualquer respeito ou amor, apenas se serve dele como um objecto, devia-se considerar uma pessoa sem escrúpulos.
Por favor não compactuem com este tipo de acções e nunca mas nunca acorrentem o vosso cão. Existem outras maneiras de ele não fugir!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Organizações ambientais

Hoje em dia existem muitas formas de contribuir para uma melhoria do ambiente. Cada qual pode ajudar da maneira que preferir. As empresas podem contribuir através de patrocínios a projectos ambientais e num compromisso de certificação ambiental da firma. Os indivíduos devem seguir os conselhos ambientais que lhes dão como poupar electricidade, reciclar, etc... participar em campanhas de voluntariado, contribuir com donativos, constituir associações ambientais e divulgar toda essa informação ao próximo. É exactamente o que este blog pretende fazer assim como tantos outros: divulgar a informação acerca dos diferentes projectos que aparecem, difundir o contributo de certas associações, denunciar crimes ambientais, esclarecer acerca das questões ambientais, aconselhar e expor a nossa opinião. Queria assim esclarecer-vos como funcionam as ONGA (Organizações Não Governamentais Ambientais) e outras associações/campanhas. Mundialmente existe uma série de ONGA que contestam governos, mobilizam sociedades e desenvolvem projectos com mais resultado. Alguns exemplos mais importantes são:

Nacionalmente actuam diversas associações de prestigiado reconhecimento pelos triunfos que já alcançaram na defesa dos valores ambientais em Portugal. A nível ambiental geral são elas:

  • Quercus
  • LPN - Liga para a Protecção da Natureza
  • ICN - Instituto da Conservação da Natureza

Pela defesa dos animais distinguem-se:

  • FAPAS - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
  • LPDA - Liga Portuguesa dos Direitos do Animal

Pela divulgação da informação:

Existem ainda plataformas surgidas a partir de um grupo de pessoas contra certa ocorrência ambiental e pretende divulgar a sua opinião. Os exemplos mais significativos são:

Geralmente estas plataformas desenvolvem petições para concretizar os seus objectivos pelo voto dos cidadãos.

Programa Oxigénio

"O Oxigénio é um plano de promoção e defesa da Natureza e da biodiversidade no Concelho de Cascais. Tem como objectivo recuperar, manter e abrir à visitação um extenso arco de território que une a costa atlântica ocidental acima do Guincho até à proximidade da Vila de Cascais, passando pelas encostas da Serra de Sintra voltadas a Sul. Este território, com cerca de 1300 hectares praticamente contíguos, compreende três grandes unidades de paisagem características do Concelho: Litoral da Roca, Serra de Sintra e Abano-Penha Longa. O projecto Oxigénio vem também responder às exigências do crescente mercado voluntário do carbono e do emergente mercado voluntário para a biodiversidade. Assim, os seus objectivos centrais são:
• Aumentar a sensibilidade dos cidadãos e empresas para as questões ambientais, sobretudo as relativas à emissão de Gases de Efeito de Estufa (GEE).
• Possibilitar acções concretas e simples de compensação das suas emissões.
• Possibilitar à empresa ganhos na sua imagem como resultado das acções em prol da qualidade do ambiente.
• Permitir o posicionamento estratégico no emergente mercado da biodiversidade, lançado recentemente no âmbito da iniciativa Business & Biodiversity.
• Promover a biodiversidade nas áreas protegidas, preservando a floresta autóctone da região.

Para alcançar essas metas, o Oxigénio visa o envolvimento da sociedade civil, empresas privadas, instituições públicas, em acções de voluntariado a favor da conservação da Natureza, como a plantação e manutenção de árvores, protecção e recuperação de solos, limpeza e recuperação de ribeiras, erradicação de espécies invasoras, etc. As empresas e instituições podem aderir ao projecto no âmbito do seu posicionamento estratégico (responsabilidade social/ambiental) ou como forma de compensação das suas emissões anuais de carbono. Já o público em geral poderá envolver-se através da participação em acções de voluntariado previstas no Plano de Gestão da Biodiversidade da Cascais Natura. Haverá ainda a possibilidade de participar através da doação ou apadrinhamento de uma árvore ou de um hectare de bosque. A Cascais Natura é responsável pela gestão de todo o projecto, propondo e operacionalizando as acções de gestão florestal, planificando as necessidades no terreno de acordo com a percentagem de mitigação das emissões de cada empresa e dinamizando directamente as relações com os envolvidos. Caberá também à Agência escolher os terrenos de plantação e monitorizar periodicamente o local.

Entre Novembro 2008 e Fevereiro 2009, junte-se à Cascais Natura nas acções públicas quinzenais de conservação da Natureza.

Próximos eventos:

  1. Data de início: 26-02-2009 Data de fim: 26-02-2009 Localização: Pisão de Baixo, Zambujeiro Escola técnica Liceal de Sto. António. Actividade aberta ao público, 9h - 17h
  2. Data de início: 27-02-2009 Data de fim: 27-02-2009 Localização: Pisão de Baixo, Zambujeiro Centro Paroquial de Alcabideche - Extensão B Calouste Gulbenkian. Actividade aberta ao público, 10h - 12h
  3. Data de início: 28-02-2009, 9h - 14h

Ponto de Encontro: Zambujeiro (Cascais), junto à Fundação S. Francisco de Assis.

Notas:

  • O material de plantação será fornecido pela Cascais Natura;
  • Levar agasalho, botas e luvas;
  • As crianças podem participar, e pode também levar o seu animal de estimação;
  • As acções podem ser canceladas com 24 horas de antecedência, devido às condições climatéricas. Consulte sempre o nosso site. "

Para mais informações vai a: OxigéniO2

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Fim dos esgotos no Tejo

"O fado do Tejo vai mudar. Os esgotos de 120 mil lisboetas vão deixar de ser lançados ao rio sem qualquer tratamento, mesmo em frente ao Cais das Colunas. Começaram as obras de construcção de infra-estruturas de saneamento de águas residuais, de renovação de condutas de abastecimento de água à zona entre o Cais do Sodré e Algés e de consolidação das fundações do Torreão Poente, que está em risco de ruína". Finalmente a Câmara de Lisboa se apercebe do que se está a passar no rio!!