O primeiro grande derrame foi em 1967 perto da Cornualha originado pelo naufrágio do petroleiro Torrey Canyon que perdeu 60 mil toneladas de crude que se espalharam ao longo de cem milhas. Desde então vários ocorreram afectando drasticamente a vida selvagem.
Uma notícia actual recente relata um derrame ao largo da costa australiana em Queensland que retrata bem o problema:
"Na quarta-feira, o cargueiro de 185 metros de comprimento que se encontrava ao largo da capital do estado de Queensland, Brisbane, foi apanhado no meio do ciclone tropical Hamish e deixou cair ao mar 31 contentores com um total de 620 toneladas de nitrato de amónio que transportava no seu convés. Um dos contentores causou um rombo no casco do navio, responsável por uma maré negra que tingiu de negro 60 quilómetros de costa. Os contentores ainda não foram detectados. Ontem, centenas de pessoas estavam envolvidas nas operações de limpeza das ilhas de Moreton – santuário marinho que alberga várias espécies de aves, tartarugas, golfinhos e pelicanos - e de Bribie, bem como da linha costeira conhecida por Sunshine Coast, no estado de Queensland."
Como se vê as causas são sobretudo naufrágios de petroleiros e acidentes em navios devido a factores naturais tal como uma tempestade ou à falta de fiabilidade da construcção. Também podem no entanto apontar para lavagens de tanques ou descargas por refinarias e outras indústrias.
As consequências vão desde a poluição e contaminação das águas e do solo até aos impactos na biodiversidade. Ainda no mar, o crude espalha-se por certa área e alguns dias depois, começa a baixar até ao fundo do mar. Isto faz com que muitos animais como peixes fiquem presos e que as algas e o plâncton deixem de realizar a fotossíntese. Outro grave problema é a frequente morte de muitas aves marinhas que cobertas com petróleo não conseguem escapar ou por não serem capazes de voar com as asas coladas ou por estarem realmente presas. Podem ocorrer também outras consequências derivadas destes acidentes como é este caso em que os contentores de nitrato de amónio provocarão uma explosão tal no número de algas que asfixiarão todas as outras espécies.
A velocidade da propagação do crude depende do tipo do óleo, do estado do mar, das condições climáticas e da temperatura.
Formas de combater estes verdadeiros atentados à Natureza passam sobretudo pela prevenção alertando as indústrias ligadas ao sector, legislando a favor de medidas de segurança nos navios e preparando brigadas para a limpeza rápida do mar aquando de um derrame. Não existem soluções imediatas para a limpeza das águas. Outrora utilizava-se sprays com dispersantes mas que se provou virem a ser mais tóxicos que o petróleo e destruidores das culturas das bactérias especializadas na sua degradação. Assim preferiu-se deixar as bactérias realizar o seu trabalho, remover fisicamente o petróleo ou esperar que (visto que os elementos do petróleo são muito voláteis) desapareça. Deve-se ainda resgatar as aves marinhas e proceder à sua descontaminação.
Nacionalmente actuam diversas associações de prestigiado reconhecimento pelos triunfos que já alcançaram na defesa dos valores ambientais em Portugal. A nível ambiental geral são elas:
Pela defesa dos animais distinguem-se:
Pela divulgação da informação:
Existem ainda plataformas surgidas a partir de um grupo de pessoas contra certa ocorrência ambiental e pretende divulgar a sua opinião. Os exemplos mais significativos são:
Geralmente estas plataformas desenvolvem petições para concretizar os seus objectivos pelo voto dos cidadãos.
O projecto Oxigénio vem também responder às exigências do crescente mercado voluntário do carbono e do emergente mercado voluntário para a biodiversidade. Assim, os seus objectivos centrais são:Para alcançar essas metas, o Oxigénio visa o envolvimento da sociedade civil, empresas privadas, instituições públicas, em acções de voluntariado a favor da conservação da Natureza, como a plantação e manutenção de árvores, protecção e recuperação de solos, limpeza e recuperação de ribeiras, erradicação de espécies invasoras, etc. As empresas e instituições podem aderir ao projecto no âmbito do seu posicionamento estratégico (responsabilidade social/ambiental) ou como forma de compensação das suas emissões anuais de carbono. Já o público em geral poderá envolver-se através da participação em acções de voluntariado previstas no Plano de Gestão da Biodiversidade da Cascais Natura. Haverá ainda a possibilidade de participar através da doação ou apadrinhamento de uma árvore ou de um hectare de bosque. A Cascais Natura é responsável pela gestão de todo o projecto, propondo e operacionalizando as acções de gestão florestal, planificando as necessidades no terreno de acordo com a percentagem de mitigação das emissões de cada empresa e dinamizando directamente as relações com os envolvidos. Caberá também à Agência escolher os terrenos de plantação e monitorizar periodicamente o local.
Entre Novembro 2008 e Fevereiro 2009, junte-se à Cascais Natura nas acções públicas quinzenais de conservação da Natureza.
Próximos eventos:
Ponto de Encontro: Zambujeiro (Cascais), junto à Fundação S. Francisco de Assis.
Notas:
Para mais informações vai a: OxigéniO2