sexta-feira, 31 de julho de 2009

Incentivos a alternativas energéticas pelo governo

Começaram finalmente a surgir medidas concretas no sentido de implementar sistemas domésticos de energia renovável ou pelo menos, cuja combustão de petróleo seja realizada em centrais próprias e com condições (filtros, etc) para o efeito. É o caso dos incentivos fiscais na aquisição de painéis solares e de carros eléctricos.
Estas medidas relativas aos carros eléctricos vieram no seguimento da confirmação da instalação da fábrica de baterias Nissan para carros eléctricos a 20 de Julho. Assim, José Sócrates propõe-se a incentivos fiscais de 5000 € na aquisição de um carro eléctrico ou até 6500 € se esta implicar um abate do antigo automóvel. As empresas beneficiarão com um desconto no IRC de 50%. Foi ainda anunciada legislação para breve obrigando a que todos os edifícios disponham de pré-instalação de postos de carregamento dos carros eléctricos. Para saberes mais quanto a isto vai a Carros eléctricos - incentivos fiscais.
No caso dos painéis solares, cuja campanha publicitária "A Energia Solar É Para Todos" já passa na televisão e na rádio, o governo reduz em 50% os custos na aquisição de painéis solares até ao fim do ano, que lhe poupará mais de 20% na factura do gás, assim como garante outros benefícios tais como: possibilidade de financiamento com condições preferenciais, instalação incluída, garantia de manutenção e benefícios fiscais de 30% do custo de investimento. Para mais informações vai a Painéis Solares - incentivos fiscais.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Segurança em caso de Incêndios

Incêndios nas casas são acidentes relativamente frequentes e que podem ter consequências catastróficas. Por essa mesma razão, aqui ficam algumas medidas de segurança:
  • Prevenção

  1. Adquirir pára-raios para o telhado do teu edifício
  2. Encontrar extintores adequados para uso doméstico e ensinar como usar à família
  3. Contactar serviços de alarme de incêndios
  4. Impedir a acumulação de embalagens de cartão, papel...
  5. Acordar com a família um local no exterior (ponto de encontro) para se encontrar durante um eventual incêndio

  • A Evitar
  1. Deixar algo ao lume sem vigia
  2. Deixar cigarros acesos perto de substâncias combustíveis
  3. Aproximar produtos inflamáveis de fontes de calor
  4. Colocar velas perto de cortinas, papéis...
  5. Deixar a lareira acesa sem vigia
  • Durante o incêndio
  1. Se não tiveres um detector de incêndios, a primeira pessoa que o vir deve logo gritar "Incêndio, ... (local onde o viu - ex. cozinha) !"
  2. Deves então baixar-te para não inspirar o fumo e começar a gatinhar em direcção ao ponto de encontro.
  3. Se sentires fumo deves criar uma bolsa de ar limpo com as mãos junto ao nariz para respirares.
  4. Não se deve abrir janelas. Só aumenta a chama.
  5. Anda com uma manta atrás para o caso de teres de te proteger do fogo.
  6. Não utilizes os elevadores.
  7. Se tiveres um extintor à mão, usa-o.
  8. Para saberes por que divisões podes passar, coloca as costas da mão (para não queimar) na parede e vê onde está quente. Não passes aí.
  9. Uma vez cá fora, informa rapidamente as autoridades: 112.

Já sabem o essencial, mas convém ter sempre cuidado. Juízo!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Já pensaste no planeta hoje?

Actualmente - e felizmente - os problemas ambientais são muito debatidos e ouvimo-los diariamente e até banalmente em textos de revistas, jornais, livros e blogs como este, nas notícias, nos filmes e na publicidade.
Não me vou então prolongar sobre estes pois decerto já ouviste falar das alterações climáticas, poluição e desflorestação. Parece-me que conheces também as consequências adjacentes tais como o aumento da temperatura, a submersão de ilhas e áreas costeiras, a salinização das reservas de água doce, a maior ocorrência de secas e inundações, o desaparecimento de importantes ecossistemas, a extinção de múltiplas espécies animais e vegetais, a maior proliferação de doenças infecto-contagiosas e o aparecimento de outras. Tudo isto são efeitos possíveis no prazo de um século.
Então e não te preocupa? Não te parece grave que dentro de cem anos, certas ilhas do Pacífico estejam imersas, que o urso polar desapareça ou que as vagas de calor até aos 35ºC e as melgas sejam uma constante em Lisboa?! Provavelmente já ouviste falar de tudo isto hoje, mas já pensaste realmente na gravidade da situação? Já pensaste que é urgente uma mudança de hábitos HOJE?
Pode parecer insignificante, mas a contribuição individual é, por vezes, mais importante que o papel do governo pois representa uma fracção do contributo da Humanidade.
Agora, um pequeno exercício de raciocínio: ao utilizares um copo ao invés de lavar os dentes de torneira aberta és capaz de poupar mais de sete litros de água por dia; supondo que cada indivíduo lava os dentes duas vezes por dia e que a população nacional ronda os 11 milhões de habitantes, só em Portugal num dia poupar-se-iam 154 milhões de litros de água!
Como cidadão tens o direito de viver na Terra, um planeta com condições perfeitas para a vida, mas também tens o dever de cuidar e mantê-la.
Hoje mesmo pesquisa ecogestos que podes adoptar. Podes começar por lavar os dentes com o copo!

domingo, 7 de junho de 2009

Salva as Baleias do Oceano Pacífico

A Greenpeace está a promover uma ideia interessantíssima em que todos podem participar.
Para acabar com a caça da baleia no Oceano Pacífico, está a exercer pressão internacional sobre o Primeiro-Ministro Japonês para este restringir de vez a caça da baleia, uma carne que só faz falta no mar. Para isto é necessário a colaboração de cada cidadão: envia, pelo portal da Greenpeace, uma baleia virtual de origami personalizada por ti com uma mensagem para o Primeiro Ministro Japonês.
Além de ser muito fácil e até engraçado, é importante! Neste momento já foram 91014 baleias, deixa a tua ir também! Vai já a Send A Whale!
Só por piada, fica aqui a mascote da Eco Geração neste projecto:

sábado, 23 de maio de 2009

Eco-Camping

Vai abrir este Verão, em Junho, pela primeira vez em Portugal, um Eco-Camping Resort - o Zmar. Este parque de campismo está inserido na categoria crescente do ecoturismo praticado em zonas protegidos por turistas conscientes e respeitosos pelo ambiente e que procuraram o contacto com a Natureza.
Este parque, com 81 hectares, localiza-se no Parque Natural do Sudoeste Alentejano especificamente na Zambujeira do Mar e estará aberto durante todo o ano.
Irá disponibilizar diversas opções de alojamento, além dos dedicados ao campismo e caravanismo, como challets, villas e hotel móvel todas com a classificação de 5 estrelas e equipados com kitchenette, duche, casa-de-banho, TV HD satélite e Internet. Terá ainda diversas infra-estruturas de lazer como centro de bem-estar com piscina sauna, banho turco, jacuzzi, massagens e gabinete de estética, parque aquático com piscina de ondas coberta, piscina exterior com 100 metros, piscina, parque de diversões, casa Kidz e quinta pedagógica para crianças, sala de convívio, uma ampla zona para circulação pedestre ou de bicicletas, centro médico e zona de restauração onde estarão simultaneamente integrados cozinhas, restaurantes e mercado.
Falta ainda lembrar que o Zmar é totalmente adequado a pessoas de mobilidade reduzida.
Relativamente às questões ambientais, pode-se começar por referir que o Zmar foi um projecto que foi adaptado ao terreno, ao invés do habitual - o terreno adaptado ao projecto. Assim os edifícios foram cuidadosamente relocalizados de modo a alterar o mínimo possível a topografia, reduzindo já uma série de impactos ambientais.
Os edifícios seguem uma linha semelhante à arquitectura alentejana que privilegia a dimensão horizontal em vez de vertical. A sua orientação quanto à luz solar e sombra minimiza a utilização do ar condicionado. Todos estão equipados com painéis solares térmicos e construídos em madeira para maximizar o conforto térmico e acústico e a poupança energética. Os materiais são 100% reciclados tanto o plástico usado no mobiliário exterior e na sinaléctica quer a madeira de construcção. Esta deriva de madeira natural, laminados ou lamelados de madeira. As estacas de madeira, sobre as quais as casas estão construídas para evitar a impermeabilização do solo, vêm de florestas certificadas.
O lixo será tratado no sistema de separação em orgânico e inorgânico e a água numa ETA e numa ETAR, sendo o produto final utilizado por completo para rega.
A melhor altura para ir é na Época Alta (diferente de Muito Alta) que inclui os meses de Junho e Setembro, pagando 20€ por um fim-de-semana para 4 pessoas. É uma boa oportunidade para se divertirem sem causar grandes danos ambientais!
Para mais informações vão a: Zmar

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Condomínio da Terra

O Condomínio da Terra (ou Earth Condominium) é um projecto desenvolvido globalmente que visa unir todas as noções numa vizinhança a uma escala mundial. Os seus argumentos recaiem na influência de cada povo sobre a Terra - o planeta de todos - que pode prejudicar ou beneficiar os outros. Assim, é necessário que os países cooperem pelo bom funcionamento da Terra e da Humanidade. Entre outros projectos (como de desenvolvimento económico e humano e solidariedade humanitária) contam-se vários relativos ao desenvolvimento sustentável que se apoia nas energias renováveis, na reciclagem, em qualquer outra forma de aproveitamento da energia e dos resíduos e na manutenção da biodiversidade. Vai-se realizar uma conferência exactamente em Gaia em Julho de 2009 para discutir o assunto!
Este vídeo explica muito bem o tema.
Para mais informações vão a: Condomínio da Terra (leiam bem e assinem a Declaração de Gaia!)

sábado, 14 de março de 2009

Marés Negras

Todos vocês já devem ter ouvido falar das marés negras e dos seus efeitos catastróficos nos ecossistemas quer marinhos quer terrestres. As marés negras, ou derrames de petróleo, definem-se por uma enorme mancha de crude que cobre determinada área aquática. O primeiro grande derrame foi em 1967 perto da Cornualha originado pelo naufrágio do petroleiro Torrey Canyon que perdeu 60 mil toneladas de crude que se espalharam ao longo de cem milhas. Desde então vários ocorreram afectando drasticamente a vida selvagem. Uma notícia actual recente relata um derrame ao largo da costa australiana em Queensland que retrata bem o problema: "Na quarta-feira, o cargueiro de 185 metros de comprimento que se encontrava ao largo da capital do estado de Queensland, Brisbane, foi apanhado no meio do ciclone tropical Hamish e deixou cair ao mar 31 contentores com um total de 620 toneladas de nitrato de amónio que transportava no seu convés. Um dos contentores causou um rombo no casco do navio, responsável por uma maré negra que tingiu de negro 60 quilómetros de costa. Os contentores ainda não foram detectados. Ontem, centenas de pessoas estavam envolvidas nas operações de limpeza das ilhas de Moreton – santuário marinho que alberga várias espécies de aves, tartarugas, golfinhos e pelicanos - e de Bribie, bem como da linha costeira conhecida por Sunshine Coast, no estado de Queensland."

Como se vê as causas são sobretudo naufrágios de petroleiros e acidentes em navios devido a factores naturais tal como uma tempestade ou à falta de fiabilidade da construcção. Também podem no entanto apontar para lavagens de tanques ou descargas por refinarias e outras indústrias. As consequências vão desde a poluição e contaminação das águas e do solo até aos impactos na biodiversidade. Ainda no mar, o crude espalha-se por certa área e alguns dias depois, começa a baixar até ao fundo do mar. Isto faz com que muitos animais como peixes fiquem presos e que as algas e o plâncton deixem de realizar a fotossíntese. Outro grave problema é a frequente morte de muitas aves marinhas que cobertas com petróleo não conseguem escapar ou por não serem capazes de voar com as asas coladas ou por estarem realmente presas. Podem ocorrer também outras consequências derivadas destes acidentes como é este caso em que os contentores de nitrato de amónio provocarão uma explosão tal no número de algas que asfixiarão todas as outras espécies. A velocidade da propagação do crude depende do tipo do óleo, do estado do mar, das condições climáticas e da temperatura. Formas de combater estes verdadeiros atentados à Natureza passam sobretudo pela prevenção alertando as indústrias ligadas ao sector, legislando a favor de medidas de segurança nos navios e preparando brigadas para a limpeza rápida do mar aquando de um derrame. Não existem soluções imediatas para a limpeza das águas. Outrora utilizava-se sprays com dispersantes mas que se provou virem a ser mais tóxicos que o petróleo e destruidores das culturas das bactérias especializadas na sua degradação. Assim preferiu-se deixar as bactérias realizar o seu trabalho, remover fisicamente o petróleo ou esperar que (visto que os elementos do petróleo são muito voláteis) desapareça. Deve-se ainda resgatar as aves marinhas e proceder à sua descontaminação.